O verão chegou e com ele o calor intenso que desafia a qualidade das obras. Para quem vai concretar em dezembro ou janeiro, é essencial adotar medidas que evitem fissuras, ressecamento e perda de resistência. Ignorar esses cuidados pode comprometer toda a estrutura, principalmente em regiões onde o sol castiga durante o dia.
Altas temperaturas, baixa umidade e ventos aceleram a evaporação da água do concreto. Isso afeta diretamente o processo de cura e acelera a pega, o que pode resultar em fissuras, retração e concreto fraco. O ideal é programar as concretagens para o início da manhã ou final da tarde, quando o clima está mais ameno, e aplicar a mistura imediatamente após a chegada no canteiro.
Para reduzir os impactos do calor, use aditivos retardadores, estabilizadores de hidratação e, quando viável, gelo na composição do concreto. Proteja os caminhões betoneiras da exposição solar, mantenha as formas e armaduras resfriadas e, após a aplicação, faça cura com água em abundância ou com agentes químicos para impedir a secagem rápida.
A concretagem de lajes e vigas deve ser feita em frentes reduzidas, com o apoio de pulverizadores de água para controlar a temperatura ambiente e da superfície. Outra boa prática é evitar grandes volumes de concretagem nos dias mais críticos de calor. Em obras de pavimentação, a cura química é uma solução eficaz e rápida.
Por fim, não se esqueça de cuidar da equipe. Hidrate os trabalhadores com frequência, organize pausas em áreas sombreadas e distribua EPIs adequados para o calor, como chapéus, óculos e protetor solar. Assim, além da qualidade do concreto, você protege a produtividade e a saúde da sua equipe.
Com preparação técnica e planejamento, concretar no verão deixa de ser um problema e se torna uma etapa segura e eficiente da obra.
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