7 passos para evitar a reação vacinal no gado

7 passos para evitar a reação vacinal no gado

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa, disseminada por sete tipos diferentes de vírus. A doença enfermidade atinge o gado e em muitos casos é letal para animais jovens, pois provoca problemas cardíacos que os levam à morte.

As principais vítimas são os bovinos, suínos, caprinos e ruminantes selvagens, que são infectados através do contato direto com outros animais infectados e secreções, podendo esse contágio acontecer até quatro dias antes do animal apresentar os primeiros sintomas.

Trata-se, portanto, de um problema grave, que pode acarretar problemas econômicos dramáticos para os produtores, razão pela qual a aplicação da vacina em gado contra aftosa é, mais que uma questão de saúde, uma condição para a sobrevivência do negócio.

No entanto, a aplicação incorreta da vacina em gado é uma ameaça tão grave quanto a própria doença, a partir do momento em que pode acarretar perda de até 6,5kg de carcaça por cabeça, o que implica prejuízo por animal de R$ 60,00 na comercialização.

Esses números são fruto de um estudo feito por Roberto Roça, professor da Unesp de Botucatu-SP, que é médico veterinário e doutor, além de pós-doutor, em tecnologia dos alimentos. À publicação “Giro do Boi”, em reportagem publicada no dia 9 de novembro de 2017, Roça falou sobre o estudo sobre perdas no manejo no pré-abate, desenvolvido junto à Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso).

Durante as observações, Roça identificou um problema de vacinação em gado que afetou dois caminhões de animais embarcados, acarretando as perdas referidas.

Sendo assim, pelo bem da saúde econômica das criações, é preciso que sejam observadas algumas medidas para evitar que um expediente criado para evitar uma epidemia e consequentes perdas econômicas se transforme em um outro tipo de perda.

vacina em gadoQual o problema com a vacinação em gado contra a aftosa?

Após a aplicação da vacina contra aftosa, é comum o surgimento de um caroço na região, que é uma reação normal, uma resposta imunológica.

Essa reação é um processo inflamatório, que tende a ser reduzida com o tempo. Em alguns casos, porém, essa reação pode ser mais forte.


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Quando o manejo é feito de forma incorreta, há risco de infecções bacterianas, podendo o animal apresentar respostas como taquicardia, hipersensibilidade e dificuldade de respiração.

Em geral 30% dos animais apresentam algum tipo de reação, sendo que a metade em consequência da vacinação incorreta, o que significa que tomar os cuidados devidos pode reduzir o percentual desse tipo de reação para 15% dos animais.

Sete passos para a vacinação em gado não se transformar em perda

Segue, abaixo, sete passos, recomendados por especialistas, para evitar a reação vacinal no gado:

1 – Escolher um ponto para aplicar a vacina, em todos os animais.

A finalidade dessa medida é, através da padronização, obter uma margem segura se é ou não o procedimento seguro contra a reação vacinal.

2 – Procurar vacinar o animal sempre na tábua do pescoço.

Esse é o local mais indicado, pois é possível observar se há alguma reação do animal mesmo em pé. Além do que, a carne da tábua do pescoço tem menor valor comercial. Se ocorrer alguma reação, a perda no valor do animal é menor. A outra razão para a aplicação da vacina em gado nesse local é que na região do pescoço tem bastante couro, que facilita para o profissional que está tratando o animal puxar a pele a executar a injeção subcutânea, cujo resultado é o mesmo da vacinação intramuscular.

3 – A injeção deve ser subcutânea.

Pois ao fazer a aplicação da vacinação em gado sob o couro, este fica separado da carne, evitando a reação, que pode gerar lesão muscular, cuja localização requer o corte do músculo.

4 – As agulhas utilizadas na vacinação em gado devem ser pequenas e novas.

Pequenas porque quanto menores elas forem, menor o risco de atingirem o músculo durante a aplicação. Quanto às agulhas novas, nem é preciso muita explicação. Trata-se de questão de higiene e de evitar o risco de contaminação. Nunca uma agulha deve ser usada em mais de um frasco de vacina.

5 – Quanto aos frascos.

Para preservação da vacina, devem ser acondicionado em caixas térmicas com gelo.

6 – A contenção dos animais durante a vacina deve ser feita com tronco individual.

O que facilita o manejo e reduz os riscos de erros na aplicação da vacina. O ambiente deve ser de tranquilidade para não estressar os animais. Os horários indicados para a vacinação são o início da manhã e o final da tarde.

7 – A dose aplicada em cada animal tem que ser a indicada no rótulo do frasco da vacina.

Caso a dosagem seja menor, não vai entregar a proteção na medida certa aos animais.

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