Estruturas pré-moldadas de concreto: conheça as normas de fabricação

 

Nesse texto, trataremos das normas de estruturas pré-moldadas. Como é de conhecimento geral, o setor brasileiro de construção é um dos mais prestigiados e conceituados do mundo. Não sem razão, foi um dos que experimentou maior expansão internacional com o avanço da economia brasileira na década passada, que teve como indutores a política externa, a política de comércio exterior e a interação estratégica com outros países.

Para desfrutar de prestígio, no entanto, é preciso que se estabeleça uma marca poderosa. Essa foi construída pela indústria nacional a partir do enfrentamento da necessidade de criar diferenciais competitivos, que se estabelecem a partir de, entre outros fatores, uma forte capacidade de autorregulamentação e autofiscalização do setor.

Um exemplo disso é a indústria de estruturas pré-moldadas de concreto, um material cuja principal característica é possibilitar que os materiais sejam moldados fora do local da aplicação, de acordo com as especificações, o que reduz o desperdício de materiais e a produção de resíduos.

Tais aspectos tornam a produção desse tipo de material mais eficiente e com menor custo para quem produz, sendo assim, mais econômica para o cliente.

normas estruturas pré-moldadas

Selo de qualidade ABCIC

A Associação Brasileira de Construção Industrializada em Concreto é uma entidade que surgiu com o objetivo de garantir a qualidade superior no desenvolvimento e produção de pré-moldados para a construção civil.

O selo de qualidade ABCIC é um certificado que confere às empresas do setor um distintivo de qualidade e enquadramento, em termos de desenvolvimento, produção e desempenho, nas normas estruturas pré-moldadas.

Veja também: [ 8 vantagens das estruturas pré-moldadas em sua obra ] 

Os requisitos para a obtenção do selo são padrões rígidos em tecnologia, qualidade e performance, tendo em conta as exigências e demandas do mercado. É baseado na qualidade dos procedimentos relacionados a quatro itens:

  • Recebimento e armazenagem de matéria-prima;
  • Produção e montagem dos elementos pré-moldados;
  • Gestão ambiental;
  • Segurança no trabalho.

Os critérios da ABCIC vão ao encontro dos principais requisitos presentes na demanda do mercado atendido pelos pré-moldados, que são a eficiência, o desempenho técnico, a economia e a sustentabilidade.

ABNT – NBR 9062

O selo ABCIC é um indutor de qualidade no setor, mas as normas das estruturas pré-moldadas são estabelecidas pela ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da NBR 9062, principal mecanismo de controle da atividade no Brasil.

A NBR 9062 surgiu em 1985. Naquele momento, o desenvolvimento das tecnologias industriais aproximava o setor de construção civil brasileiro de uma nova realidade.

Desde então, as normas de estruturas pré-moldadas vieram se aperfeiçoando, sempre buscando acompanhar os ganhos técnicos proporcionados pelo avanço e aperfeiçoamento das tecnologias aplicadas ao desenvolvimento, à produção e ao controle de qualidade.

A indústria de pré-moldados se transformou em realidade e a NBR 9062 passou a ser o mecanismo de regulamentação do setor, abrangendo em seu escopo o desenvolvimento e a execução dos projetos, além do controle de estruturas pré-moldadas.

ABNT 12655 e NBR 14931

Apesar da NBR 9062 ser a principal das normas estruturas pré-moldadas, há outras duas normas importantes para garantir a qualidade e o desempenho do material produzido para a indústria de construção civil.

Uma delas é a NBR 12655, que diz respeito ao concreto utilizado na produção. Essa norma estabelece critérios para o preparo, controle e recebimento desse material. A outra, entre as normas de estruturas pré-moldadas é a NBR 14931, que estabelece critérios para a execução das estruturas de concreto relacionadas aos métodos de fabricação.

 

Benefícios das normas para fabricação de estruturas pré-moldadas

Como foi enfatizado no começo desse material, a normatização de um setor econômico é uma garantia de diversos benefícios:

  1. Para o setor – Estimula a elevação do nível do que é entregue ao mercado, tornando o setor mais competitivo numa eventual disputa do mercado externo.
  2. Para o meio ambiente – Não é possível nos dias atuais conceber uma norma técnica para qualquer atividade que não leve em conta os efeitos dos processos de produção, armazenagem, distribuição e descarte de materiais no meio ambiente. Normas nesse sentido ajudam na viabilização de políticas sustentáveis, ao mesmo tempo em que o próprio setor se favorece, seja com o reconhecimento da sociedade, seja com eventuais benefícios concedidos pelo Estado.
  3. Para o cliente – Esse é, certamente, o maior beneficiado da adoção de normas técnicas, já que a soma de competitividade do setor com controle de qualidade orgânico contribui de forma cabal para agregar valor ao produto que é entregue ao cliente. Beneficia-se o construtor e aquele a quem a obra é entregue.

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